AO VIVO , Eleições de meio de mandato nos EUA: o que está em jogo para o governo de Donald Trump

Midterms, como são chamadas, ocorrem nesta terça-feira e vão definir todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Votação poderá ter grande impacto no restante do mandato do republicano.

Pontos-chave

  • Milhões de americanos vão às urnas hoje para decidir quem controlará o Congresso nos dois últimos anos da Presidência de Trump;
  • O que está em disputa nas midterms de 2026? Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes; 35 das 100 vagas do Senado; além de alguns cargos estaduais, incluindo governador;
  • O Partido Republicano, de Trump, controla as duas Casas do Congresso. Democratas esperam conquistar cadeiras para obter a maioria em ambas;
  • Caso vençam, poderão barrar planos e abrir investigações sobre o presidente e sua equipe, incluindo até uma tentativa de impeachment;
  • Resultados começam a ser divulgados à noite;
  • Pesquisas indicam vantagem dos democratas, mas estão corretas?;
  • Entenda como a eleição de meio de mandato deve definir futuro da relação entre EUA e Brasil;
  • Por que os EUA têm muitos políticos idosos e poucos jovens na disputa.
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Cobertura ao Vivo

Por Pedro Martins e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em Londres

  1. Por que as eleições nos EUA são sempre às terças-feiras

    Um eleitor vai a um corpo de bombeiros para votar, durante as eleições de meio de mandato nos EUA, em Chapin, Carolina do Sul, EUA, 3 de novembro de 2026
    Legenda da foto, Eleitor votando em um corpo de bombeiros em Chapin, na Carolina do Sul

    Nos Estados Unidos, as eleições federais são sempre realizadas durante a semana, mas não em qualquer dia: é sempre na primeira terça-feira depois da primeira segunda-feira de novembro.

    É por isso que as eleições de meio de mandato deste ano ocorrem no dia 3 de novembro. Neste ano, os eleitores nos EUA irão escolher 435 membros da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores.

    Mas por que precisamente nesta terça-feira e não em outro dia?

    A resposta vem do século 19 e tem a ver com carruagens puxadas por cavalos e também com religião.

    A regra que estabelece a data das eleições federais nos EUA foi criada em 1845 para preencher uma lacuna legal que existia sobre o assunto.

    Quando o Congresso começou a buscar uma data adequada para a realização do pleito, teve de levar em conta vários elementos.

    Votar no domingo não seria possível, porque era o dia em que a maioria dos cidadãos costumava ir à igreja.

    Também não poderia ser às segundas-feiras, já que os eleitores teriam de viajar de carruagem no domingo, desde as suas casas até os centros de votação (nas capitais dos Condados), algo que muitos não fariam porque era o Dia do Senhor.

    As quartas-feiras eram normalmente o dia dos mercados agrícolas, quando os produtores vendiam os alimentos que haviam colhido. Assim, a terça-feira pareceu ser uma boa opção.

    Críticos à manutenção da tradição afirmam, porém, que a escolha fazia sentido no século 19, quando a sociedade americana era predominantemente rural, mas perdeu sua razão de ser nos dias atuais. Argumentam ainda que a realização das eleições nos fins de semana, como ocorre tradicionalmente em países da América Latina, poderia ampliar a participação eleitoral.

    Com informações de Ángel Bermúdez, da BBC News Mundo

  2. Por que iranianos acompanham de perto as eleições nos EUA nesta terça

      • Author, Khashayar Joneidi
      • Role, Correspondente da BBC Persa em Washington

    Enquanto os americanos debatem como a guerra com o Irã pode influenciar o resultado das eleições de meio de mandato, os iranianos acompanham a situação por um motivo diferente: a possibilidade de que os resultados aproximem o país de um novo conflito ou tornem a diplomacia uma alternativa mais viável.

    No entanto, os iranianos estão divididos quanto ao desfecho que desejam.

    Muitos temem a retomada dos combates após meses de conflito, dificuldades econômicas e incertezas. Outros, especialmente os opositores da República Islâmica, veem a continuidade da pressão militar dos EUA como um possível caminho para uma mudança de regime.

    Há quem se preocupe com a possibilidade de que uma eventual vitória dos democratas no Congresso restrinja a atuação de Trump, reduza a pressão sobre Teerã e diminua as perspectivas de uma mudança política.

    Por outro lado, alguns esperam que um avanço dos democratas possa conter novas ações militares, embora o Congresso tenha poderes limitados para impedi-las.

    Há, ainda, iranianos que se opõem tanto à República Islâmica quanto a intervenções estrangeiras.

    Uma manifestação contra Trump em Teerã, no dia 3 de novembro
    Legenda da foto, Uma manifestação contra Trump em Teerã, no dia 3 de novembro
  3. Se democratas conquistarem controle do Congresso, vou me tornar o 'Sr. Veto', diz Trump

    O presidente americano Donald Trump com a mão levantada

    O presidente Donald Trump afirmou durante a campanha eleitoral que se tornaria o “Sr. Veto” caso os democratas assumissem o controle do Congresso.

    Em entrevista à Fox News, Trump ressaltou que vetaria inicialmente os projetos de lei aprovados pelos democratas e, depois, começaria a negociar acordos.

    No entanto, o presidente disse que continuava otimista em relação às chances de seu partido nas eleições de meio de mandato e acrescentou. “Espero que não tenhamos que nos preocupar com isso”, afirmou.

  4. Aumento do custo de vida é uma das principais preocupações dos eleitores nos EUA

      • Author, Rachel Clun
      • Role, Repórter de negócios em Nova York
    Idosa em supermercado nos Estados Unidos comprando ovos

    O custo de vida tem sido uma preocupação para muitos americanos durante as eleições de meio de mandato, em um cenário de alta dos preços de diversos produtos básicos ao longo do ano.

    Os consumidores têm sentido no bolso o aumento dos preços dos alimentos, que subiram 2,5% nos 12 meses anteriores a setembro. A inflação geral, por sua vez, avançou 3,7% no mesmo período.

    Os salários por hora tiveram um aumento mais lento, de 3% nos mesmos 12 meses, o que significa que a remuneração dos trabalhadores não está acompanhando a alta dos preços.

    A inflação mais elevada foi impulsionada principalmente pela guerra dos Estados Unidos com o Irã, mas também pelas tarifas comerciais impostas pelo presidente contra outros países, como o Brasil.

    Os preços dos combustíveis para veículos dispararam 34,2% nos 12 meses até setembro. Os preços da gasolina e do diesel também atingiram novos recordes neste ano, em meio à disparada do petróleo provocada pela restrição da oferta em consequência da guerra.

  5. De escolas a lojas: onde os americanos estão votando

    Vamos dar uma olhada em alguns dos locais de votação pelos Estados Unidos.

    Mãe e bebê tiram selfie em local de votação
    Legenda da foto, Um bebê americano em Columbus, no estado de Ohio, teve seu primeiro contato com as eleições
    Eleitora em West Palm Beach, na Flórida
    Legenda da foto, Placas indicando o caminho para um local de votação em West Palm Beach, na Flórida, estavam disponíveis tanto em inglês quanto em espanhol
    Locomotiva é puxada por cavalo em rua de Intercourse, na Pensilvânia, durante a votação
    Legenda da foto, Os amish, grupo católico conservador que vive vida simples e evita a tecnologia, também participou da votação em Intercourse, na Pensilvânia
    Loja de vestidos é aberta para ser local de votação em Chicago, no Illinois
    Legenda da foto, Uma loja especializada em vestidos para festas de debutantes recebeu eleitores nesta manhã em Chicago, no Illinois
  6. Trump está otimista, apesar das preocupações do eleitorado com a economia

      • Author, Bernd Debusmann Jr
      • Role, Correspondente da BBC na Casa Branca
    O presidente americano Donald Trump

    É uma manhã excepcionalmente tranquila na Casa Branca, onde sou um dos pouquíssimos repórteres presentes neste momento. A maioria chegará mais tarde, e muitos integrantes da imprensa que cobrem a Casa Branca estão viajando pelo país.

    O presidente Trump, porém, parece estar bastante ocupado, publicando uma série de apoios a candidatos na rede social Truth Social. Há pouco, ele também participou por telefone de uma breve entrevista à Fox News, enquanto os americanos se dirigem às urnas.

    Na entrevista, ele voltou a fazer um apelo aos eleitores e destacou o que chamou de sinais de avanço econômico durante seu governo, incluindo o fim dos impostos sobre gorjetas e horas extras e os números de investimentos estrangeiros.

    Ele também afirmou estar no “controle total” do Oriente Médio e do Estreito de Ormuz.

    O presidente faz declarações semelhantes com bastante frequência, mas as pesquisas de opinião mostram que elas, em grande medida, não têm encontrado eco entre os eleitores americanos.

    Levantamentos têm apontado consistentemente que a economia é o principal fator de influência na decisão dos eleitores nestas eleições de meio de mandato e que muitos americanos — inclusive republicanos — estão cada vez mais insatisfeitos com a maneira como o governo tem conduzido a economia.

    Os preços elevados são uma preocupação específica, e muitos eleitores apontam a guerra no Irã como um dos motivos.

    Na entrevista à Fox News, Trump descartou essas preocupações e demonstrou otimismo em relação aos resultados das eleições de meio de mandato. "De fato, fizemos a América voltar a ser grande", afirmou, lembrando seu movimento Make America Great Again.

    O presidente tem vários compromissos previstos para hoje, incluindo uma recepção na noite das eleições, na Sala Leste da Casa Branca. Até o momento, todos os eventos programados estão fechados à imprensa.

  7. Há uma nova escalada da guerra contra o Irã?

      • Author, Lyse Doucet
      • Role, Correspondente internacional da BBC
    Posto de gasolina
    Legenda da foto, Preços estão atingindo recordes

    Pesquisas de opinião mostram que a guerra de Donald Trump contra o Irã é muito impopular. A aposta na guerra fez os preços dispararem e provocou protestos — tanto de democratas quanto de republicanos — de que o presidente estaria travando um conflito sem a autorização do Congresso.

    Além disso, não há sinal de que o vital Estreito de Ormuz será reaberto tão cedo. Com isso, diesel, gasolina, alimentos e fertilizantes tiveram seus preços afetados.

    Em fevereiro, quando os EUA, com o apoio de Israel, entraram na guerra, a promessa era de que tudo estaria resolvido em um período de quatro a seis semanas.

    Trump afirma que "uma das maiores coisas" feitas foi impedir que o Irã adquirisse armas nucleares. Os ataques americanos às instalações nucleares iranianas, em 2025, causaram danos significativos.

    No entanto, as negociações — que avançaram e recuaram ao longo deste ano — apresentaram pouco progresso.

    Apesar do sucesso tático na destruição de partes do arsenal iraniano, a guerra é amplamente considerada um fracasso estratégico, por ter apenas endurecido a postura dos líderes iranianos e os tornou mais ousados.

    Agora, os americanos vão às urnas em meio a relatos de que uma nova escalada do conflito está sendo cogitada.

  8. Saiba o que deve influenciar o voto dos americanos hoje

    Posto de combustível nos Estados Unidos.

    De reuniões públicas acaloradas no Maine a debates na Califórnia, estas são as questões que surgiram repetidamente e que, ao que tudo indica, terão influência sobre a decisão dos eleitores no momento em que forem às urnas hoje:

    • Custo de vida: muitos americanos estão exaustos com os preços elevados da energia — decorrentes, em parte, do tarifaço e da guerra com o Irã —, que encareceram a gasolina e outros produtos e serviços do dia a dia;
    • Imigração: os republicanos dizem que Trump cumpriu sua promessa de endurecer o controle das fronteiras, apontando para a queda acentuada dos números da imigração desde que ele assumiu o cargo. No entanto, há quem diga que as medidas tenham ido longe demais;
    • Guerra com o Irã: o conflito tornou-se cada vez mais impopular à medida que suas consequências se espalharam pelo mundo e acabaram afetando também o bolso dos consumidores americanos — embora alguns eleitores tenham elogiado Trump por adotar uma postura firme contra o Irã;
    • Data centers: a forte resistência à instalação desses centros de processamento de dados em diversas partes dos EUA tem unido eleitores de diferentes espectros políticos, com republicanos e democratas manifestando-se contra os projetos;
    • Saúde: muitos candidatos democratas concentram suas campanhas nos altos custos dos planos de saúde, transformando o tema em uma de suas principais bandeiras. Os republicanos, por sua vez, destacam os esforços de Trump para reduzir os preços dos medicamentos vendidos sob prescrição médica.
  9. Observadores eleitorais são enviados a todos os 50 estados pela 1ª vez

    Cerca de 1.000 fiscais e observadores eleitorais estão sendo enviados a todos os 50 estados, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça.

    Esses fiscais atuarão para verificar se as leis federais eleitorais estão sendo cumpridas, visando garantir "eleições livres e justas", ainda segundo a entidade.

    Administrações anteriores já realizaram o monitoramento de eleições dessa forma, mas não na mesma escala. Durante as eleições de meio de mandato de 2022, o Departamento de Justiça, sob a gestão de Joe Biden, enviou fiscais a 24 estados.

  10. As previsões para o novo Senado

    Arte mostra as previsões para o novo Senado dos Estados Unidos.
  11. As previsões para a nova Câmara dos Representantes

    Arte mostra a probabilidade de votos para a Câmara dos Representantes nos Estados Unidos.
  12. Quais Estados definirão o Senado?

    Atualmente, os republicanos controlam tanto a Câmara dos Representantes quanto o Senado.

    Pesquisas sugerem que os democratas podem conquistar a maioria das cadeiras na Câmara. Mas a disputa pela maioria no Senado é muito menos definida.

    Estes são os Estados-chave que determinarão qual partido estará no comando do Senado pelos próximos dois anos:

    • Alasca: a tentativa de reeleição do republicano Dan Sullivan enfrenta a concorrência da democrata Mary Peltola e do candidato independente Daniel J. Sullivan;
    • Maine: Susan Collins concorre a um sexto mandato contra o democrata Troy Jackson;
    • Texas: não há um titular buscando a reeleição nesta disputa, o que resulta em um confronto muito aguardado entre o democrata James Talarico e o republicano Ken Paxton;
    • Kansas: o pastor Adam Hamilton é o desafiante democrata ao atual senador republicano Roger Marshall, em uma disputa inesperadamente acirrada para representar um Estado que, por décadas, votou consistentemente nos republicanos;
    • Michigan: sem um titular na disputa, a eleição em Michigan é uma das que mais atraem atenção. O democrata Abdul El-Sayed pode se tornar o primeiro senador muçulmano dos EUA, mas enfrenta um desafio considerável por parte do republicano Mike Rogers.
  13. Baixa aprovação de Trump preocupa os republicanos

    Uma das razões pelas quais os democratas da oposição têm chance de recuperar o controle do Congresso é a baixa taxa de aprovação do presidente.

    Donald Trump começou seu segundo mandato com uma taxa de aprovação pouco acima de 50%, segundo o site de pesquisas Silver Bulletin, mas o índice caiu rapidamente para a faixa dos 40%.

    No fim de fevereiro deste ano, quando Trump decidiu lançar ataques aéreos contra o Irã, em conjunto com Israel, a aprovação estava em torno de 42%. Pouco depois, caiu para menos de 40%. Atualmente, está em cerca de 38%.

    Há oito anos, neste mesmo momento de seu primeiro mandato, a taxa de aprovação de Trump era de 43%. A de Joe Biden, no mesmo ponto de seu mandato, era de 40%. Nos dois casos, o presidente em exercício perdeu o controle da Câmara nas eleições de meio de mandato, mas manteve o Senado.

  14. Quase 60 milhões de votos antecipados já foram registrados

    Até as 23h30 no horário do Leste dos EUA (1h30 no horário de Brasília) de segunda-feira (2/11), 58.677.062 votos já haviam sido registrados.

    Nos EUA, é possível antecipar votos presencialmente ou pelo correio.

    Segundo dados divulgados pelo Election Lab da Universidade da Flórida, 31.897.521 votos foram dados antecipadamente de forma presencial, e 26.779.541 foram enviados por correio.

    Nos últimos anos, mais estados americanos passaram a oferecer a possibilidade de votação antecipada. O Center for Election Innovation & Research informou que 97% dos eleitores aptos nos EUA vivem em áreas onde essa opção está disponível.

    Estação de votação nos Estados Unidos
  15. Análise: Eleições de meio de mandato podem definir o capítulo final de Trump

      • Author, Sarah Smith
      • Role, Editora da BBC para América do Norte, em Washington

    Com dois anos restantes de seu mandato, Donald Trump — que dominou a política americana na última década e a transformou de maneiras notáveis ​​— enfrenta eleições que podem ser decisivas.

    A maioria dos eleitores afirma que sua maior preocupação é o custo de vida. Os preços dos alimentos e dos combustíveis dispararam, em parte devido às tarifas agressivas impostas pelo presidente e à impopular guerra contra o Irã; por isso, essa questão estará no centro das atenções de muitos eleitores ao comparecerem às urnas.

    O presidente americano Donald Trump
    Legenda da foto, Trump em campanha em Salina, cidade no Kansas, no último domingo (1º/11)

    Trump, que nos últimos meses registrou índices de aprovação historicamente baixos, intensificou sua campanha, participando de dezenas de comícios por todo o país.

    No entanto, a alta dos preços preocupa eleitores de todas as vertentes — o que ajuda a explicar por que ele fez campanha em redutos tradicionalmente republicanos, como Iowa e Kansas, durante uma ofensiva final no último fim de semana.

    Seu partido também investiu centenas de milhões de dólares em publicidade eleitoral nessas disputas, que antes eram consideradas seguras para os republicanos, a exemplo da eleição para o Senado no Kansas.

  16. EUA lançam ataque contra ilha no Irã na véspera das eleições

    A guerra dos Estados Unidos com o Irã — profundamente impopular entre muitos eleitores — paira sobre as eleições de meio de mandato.

    No desdobramento mais recente, os EUA realizaram ataques, na segunda-feira (2/11), contra a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz. A agência de notícias estatal iraniana Irna relatou várias explosões na ilha.

    Autoridades americanas descreveram os ataques como limitados e afirmaram que foram uma resposta ao disparo que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (conhecida pela sigla IRGC) teria feito contra uma aeronave americana.

    Arte mostra as ilhas do Estreito de Ormuz sob disputa.
  17. O que está em jogo para o Brasil?

    O presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva

    Caso os democratas retomem maioria na Câmara dos Representantes e ou no Senado, haveria uma mudança no cenário político dos Estados Unidos.

    Hoje, o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, controla as duas Casas do Legislativo, o que permitiu que ele avançasse com sua agenda sem grande resistência.

    Essa agenda inclui desde tarifas a produtos importados de diversos países, entre eles o Brasil, até a guerra no Irã e ações militares na América Latina.

    Segundo a Constituição americana, o Legislativo tem prerrogativa de regular o comércio exterior e aplicar tarifas. Se os democratas retomarem a maioria, devem se debruçar sobre as sobretaxas impostas ao Brasil, por exemplo.

    Um Congresso de democratas também poderia examinar com maior rigor a maneira como Trump tem abordado sua política para a América Latina sob a ótica da segurança.

    Desde o ano passado, os EUA designaram mais de 20 cartéis e grupos criminosos da América Latina como Organizações Terroristas Estrangeiras, entre eles as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

    A Constituição garante ao Congresso a prerrogativa de declarar guerra. Portanto, com a maioria, os democratas ganhariam ainda o comando de comitês poderosos, como o de Serviços Armados, responsável pela supervisão das Forças Armadas.

  18. Obama diz que americanos estão cansados e querem mudança

    O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, em campanha nas eleições de meio de mandato

    Após semanas de campanha em estados decisivos para os democratas, o ex-presidente Barack Obama afirmou que as pessoas estão fartas da vida sob o comando dos republicanos de Donald Trump e prontas para algo diferente.

    "Por todo o país, tenho ouvido pessoas que estão cansadas do que veem por parte dos políticos atualmente. Neste dia de eleição, temos o poder de votar em candidatos que trarão a mudança de que precisamos", escreveu na rede social X, nesta segunda-feira (2/10), destacando as disputas para o Senado em estados-chave como Geórgia, Ohio e Michigan.

  19. Trump diz que candidatos democratas são 'extremistas e perigosos'

    O presidente americano Donald Trump

    O presidente Donald Trump encerrou sua campanha para as eleições de meio de mandato com um discurso no espelho de água do memorial ao ex-presidente Abraham Lincoln, em Washington.

    Ele exibiu cartazes com imagens da restauração conduzida no local, acompanhadas pelo slogan: "De volta, e mais bonito do que nunca!"

    A editora da BBC para a América do Norte, Sarah Smith, presente no discurso, descreveu o início do discurso como "absolutamente bizarro".

    Após 25 minutos, Trump passou a falar sobre as eleições, classificando os candidatos do Partido Democrata como "o grupo de candidatos mais extremista e perigoso da história americana".

    O presidente afirmou que a renda pessoal nos EUA está no "nível mais alto da história" e abordou temas como imigração e a guerra com o Irã.

  20. Veja a composição atual do Senado

    Arte mostra a composição atual do Senado dos Estados Unidos.